Manual de Rotinas - Avisos da Coordenação - Estatísticas
CIRURGIAS DE EMERGENCIA E ROTINA
Avisos da Coordenação das Clínicas Cirurgica
Rio de Janeiro, 09 de Março de 2007
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Sr. Chefe de Serviço
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Para evitar que a porta de entrada de pacientes permaneça aberta e continue sendo local de contacto entre os colegas, solicito a vsa que oriente a Equipe para que utilize o livro de sala cirúrgica na recepção, onde a roupa é entregue, dirigindo-se ao vestiário para falar com a anestesiologia ou enfermagem, evitando portanto, continuidade da SO com o corredor.
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Dra Gianne Lucchesi
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ROTINA PARA CIRURGIA DE PACIENTES VÍTIMAS DE PAF
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1-Anotar no prontuário o número e a localização de perfurações encontradas de acordo com a nômina anatômica.
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2-Descrever no relato operatório se o projétil (ou fragmento) foi encon-trado e retirado.
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3-Ao término da cirurgia, solicitar o formulário apropriado, que se en-contra na gaveta da bancada de descrição cirúrgica, preenche-lo com cópia carbonada.
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4-Embalar o projétil em papel lacrado e carimbado, chamar o policial de plan-tão entregar com visto de recebido na cópia carbonada.
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5-Colocar na pasta onde se encontram as vias em branco.
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MANUAL DE PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA ENFERMEIROS, TÉCNICOS E AUXILIARES DE ENFERMAGEM
ENFª S TERESA
SHIRLEY
TATIANA
9 - ROTINAS PARA ÓBITO
10 - ROTINAS PARA ÓBITO PARCIAL
11 - ROTINAS PARA RECEBIMENTO E ENCAMINHAMENTO PARA BIOXXI
12 - ROTINAS PARA ENCAMINHAMENTO DE PEÇAS E MATERIAS PARA PATOLOGIA E LABORATÓRIO
13 - ROTINAS PARA CONFER NCIA DO CARRINHO DE PARADA
14 - ROTINA PARA PEDIDO DE SALA
15 - ROTINA PARA O TRANSPORTE DEPACIENTE GRAVE
16 - ROTINA PARA ENCAMINHAMENTO DE EQUIPAMENTO PARA A MANUTENÇÃO
17 - ROTINA PARA A ARRECADAÇÃO DE PERTENCES
18 - ROTINA PARA CIRCULAÇÃO DE BOLSAS NO C.C.
19 - SOLICITAÇÃO PARA PEDIDO DE SANGUE E HEMODERIVADOS
20 - ROTINAS PARA UTILIZAÇÃO DE GLUTARALDEÍDO
21 - ORGANOGRAMA
22 - IMPRESSOS
23 - CONCLUSÃO
24 - BIBLIOGRAFIA
1 - INTRODUÇÃO
O hospital Municipal Miguel Couto, localizado à rua Mário Ribeiro nº 117 no bairro do Leblon cep: 22430-160, foi inaugurado no dia 27 de outubro de 1936, com capacidade para 480 leitos.
Atende as seguintes especialidades: serviços cirúrgicos de cirurgia geral, ortopedia, vascular, obstetrícia, neurocirurgia, oftalmologia, otorrinolaringologia, plástica, buco maxilo e proctologia; serviços clínicos de clínica médica, pediatria, Cti, unidade coronariana.
É um hospital de emergência, mas atende quadros eletivos dentro das especialidades citadas.
Os profissionais que atuam no Centro Cirúrgico são: as equipes médicas (cirúrgica e anestesiologia), de enfermagem, administrativa e de higiene, que têm como objetivo assistir adequadamente às necessidades do paciente.
Pretendemos com esse Manual normatizar, padronizar e aprimorar a qualidade das ações dos profissionais de enfermagem, devendo desta forma prover um instrumento facilitador, ressaltando a importância de uma assistência humanizada, de forma harmônica e integrada para a segurança e eficiência do ato cirúrgico, para os usuários do serviço de saúde.
É importante ressaltar que este manual está sujeito a modificações, devido a uma constante atualização de nossos conhecimentos perante a medicina, estando aberto a críticas e sugestões.
Esperamos também que as boas relações humanas e o profissionalismo sempre prevaleçam sobre as tensões, inevitáveis nesse tipo de trabalho.
2 - ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO COORDENADOR
Participar da elaboração de normas, rotinas e procedimentos do setor;
Realizar planejamento estratégico de enfermagem;
Participar de reuniões quando solicitado e promover reuniões com a equipe de trabalho;
Executar rotinas e procedimentos pertinentes à sua função;
Realizar avaliação de desempenho da equipe, conforme norma da instituição;
Prever e prover o setor de materiais e equipamentos;
Orientar, supervisionar e avaliar o uso adequado de materiais e equipamentos, garantindo o correto uso dos mesmos;
Cumprir e fazer cumprir as normas estabelecidas pelo setor de CCIH a todos que ingressem no C.C.;
Participar de reuniões e comissões de integração com equipes multidisciplinares, tais como: almoxarifado, compras, farmácia e etc;
Realizar parecer técnico, relacionado a compra de matariais;
Verificar o agendamento de cirurgias em mapas específicos e orientar a montagem das salas;
Conhecer a autorização da atualização da Vigilância Sanitária quanto a o Alvará de Funcionamento do Estabelecimento assistencial de Saúde (EAS) e do CC;
Avaliar o desempenho da equipe de enfermagem, junto ao enfermeiros assistenciais;
Avaliar continuamente o relacionamento interpessoal entre a equipe de enfermagem;
Prover educação continuada;
Zelar pelas condições ambientais de segurança, visando ao bem- estar do paciente e da equipe interdisciplinar;
Verificar a presença dos funcionários no setor, conferindo faltas, atrasos, licenças, realocando-os;
Notificar possíveis ocorrências adversas ao paciente, e também intercorrências administrativas, propondo soluções;
Atuar e coordenar atendimentos em situações de emergência;
Propor medidas e meios que visem à prevenção de complicações no ato anestésico- cirúrgico;
Elaborar escalas mensais e diárias de atividades dos funcionários (férias);
Elaborar escala de conferência de equipamentos e supervisionar o cumprimento;
Supervisionar e orientar o correto preenchimento do débito dos serviços de enfermagem, utilizando impresso próprio da instituição;
Zelar para que todos os impressos referentes à assistência do paciente no CC sejam corretamente preenchidos;
Supervisionar o serviço de limpeza;
Atuar junto ao chefe de equipe de anestesia e cirurgia na liberação das salas;
Participar do planejamento de reformas e /ou construção da planta física do setor;
Providenciar a manutenção de equipamentos junto aos setores competentes.
3 - ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO ASSISTENCIAL
Realizar plano de cuidados de enfermagem e supervisionar a continuidade da assistência prestada aos pacientes cirúrgicos;
Prever e prover o CC de recursos humanos e materiais necessários ao atendimento em Sala de Operações (SO);
Supervisionar as ações dos profissionais da equipe de enfermagem;
Checar a programação cirúrgica previamente;
Solicitar e verificar o mapa de sangue, para a realização das cirurgias;
Realizar escala diária de atividades dos funcionários;
Conferir o material permanente e psicotrópicos do setor;
Orientar a desmontagem da sala cirúrgica e o encaminhamento de materiais especiais;
Priorizar o atendimento aos pacientes dependendo do grau de complexidade clínico e cirúrgico;
Checar materiais e equipamentos necessários ao ato cirúrgico;
Manter ambiente cirúrgico seguro tanto para o paciente quanto para a equipe multiprofissional;
Recepcionar o paciente no CC, certificando-se do correto preenchimento dos impressos próprios do CC, prontuário, pulseira de identificação e exames pertinentes ao ato cirúrgico;
Acompanhar o paciente à SO;
Auxiliar na transferência do paciente da maca para a mesa cirúrgica, certificando-se do correto posicionamento de catéteres, sondas e drenos;
Realizar inspeção física no paciente na entrada da sala de operações;
Avaliar o correto posicionamento do paciente para o ato anestésico-cirúrgico;
Colaborar no ato anestésico caso haja necessidade;
Realizar sondagem vesical, caso haja necessidade;
Checar resultados de exames laboratoriais realizados no transoperatório;
Auxiliar na transferência do paciente da mesa cirúrgica para maca realizando breve inspeção física para detectar possíveis eventos adversos e certificando-se do correto posicionamento de catéteres, sondas e drenos;
Informar as condições clínicas para o enfermeiro da Unidade Intermediária (UI) e / ou Centro de Terapia Intensiva (CTI), acompanhando o paciente sempre que possível;
Atuar junto ao chefe de equipe de anestesia e cirurgia na liberação das salas;
Providenciar a arrecadação dos pertences dos pacientes e anotar em livro próprio.
Supervisionar o serviço de limpeza;
Providenciar a manutenção de equipamentos junto aos setores competentes;
Realizar relato em livro de ordens e ocorrências.
4 - ATRIBUIÇÕES DOS AUXILIARES E TÉCNICOS DE ENFERMAGEM
Cumprir normas e regulamentos da instituição;
Ter como norma o Código de Ética Profissional do COREN;
Receber o paciente no CC;
Participar de reuniões com seus líderes quando solicitado;
Participar de treinamentos e programas de desenvolvimento oferecidos;
Manter a ordem e a limpeza no seu ambiente de trabalho;
Zelar pelas condições ambientais de segurança do paciente, da equipe multiprofissional;
Zelar pelo correto manuseio de equipamentos;
Estar ciente das cirurgias marcadas para a sala de sua responsabilidade;
Priorizar os procedimentos de maior complexidade, conforme orientação do enfermeiro;
Prover a SO com material e equipamentos adequados, de acordo com cada tipo de cirurgia e as necessidades individuais do paciente, descritas no planejamento de assistência realizado pelo enfermeiro assistencial do CC;
Remover sujidades dos equipamentos expostos e das superfícies, levando em consideração as orientações do setor de controle de infecção da instituição;
Verificar a limpeza de paredes e do piso da SO;
Verificar o funcionamento dos gases e equipamentos;
Verificar o funcionamento da iluminação da SO;
Tomar providências para a manutenção da temperatura adequada da sala;
Auxiliar na transferência do paciente da maca para a mesa cirúrgica, certificando-se do correto posicionamento de cateteres, sondas e drenos;
Auxiliar no correto posicionamento para o ato cirúrgico;
Notificar o enfermeiro responsável sobre possíveis intercorrências;
Utilizar corretamente equipamentos, materiais permanentes, descartáveis e roupas;
Auxiliar o anestesiologista na indução/reversão do procedimento anestésico;
Preencher corretamente todos os impressos pertinentes ao prontuário do paciente e a instituição;
Comunicar ao enfermeiro defeitos em equipamentos e materiais;
Controlar materiais, compressas e gases como fator de segurança para o paciente;
Auxiliar na paramentação da equipe cirúrgica;
Abrir os materiais estéreis dentro de técnicas assépticas;
Solicitar a presença do enfermeiro sempre que necessário;
Encaminhar peças exames e outros pedidos realizados no transcorrer da cirurgia;
Auxiliar na transferência do paciente da mesa cirúrgica para a maca, certificando-se do correto posicionamento de cateteres, sondas e drenos;
Realizar a desmontagem da SO.
5 - ATRIBUIÇÕES DO INSTRUMENTADOR CIRÚRGICO:
Observar as normas e rotinas do setor;
Verificar, com o monitor, em que a cirurgia está escalado;
Verificar, com a ajuda do monitor, qual o instrumental necessário para a cirurgia, na dúvida perguntar ao cirurgião;
Solicitar ao circulante de sala algum material que esteja faltando na sala como fios, drenos e etc;
Iniciar a degermação das mãos, após o início da anestesia do paciente;
Proceder arrumação da mesa cirúrgica;
Realizar a conferência do instrumental cirúrgico e comunicar ao circulante;
Auxiliar na paramentação da equipe cirúrgica;
Atender as solicitações dos cirurgiões no decorrer da cirurgia; passando o instrumental;
Manter a mesa em ordem e o instrumental limpo no decorrer da cirurgia;
Conferir o número de compressas e gazes entregues ao cirurgião;
Ao término da cirurgia re-conferir o instrumental;
Retirar os campos;
Encaminhar ao expurgo todo o instrumental, em baldes próprios;
Desprezar o material perfuro cortante em caixas próprias;
Realizar a lavagem do material.
6 - ROTINAS PARA RECEBIMENTO DO PACIENTE NO CENTRO CIRÚRGICO
Receber o paciente, que deve estar com camisola, no CC, apresentar-se, verificar nome e prontuário;
Como condutas de segurança, confirmar informações sobre o jejum (a partir de que horário), as alergias, retirada de objetos como próteses dentárias, as doenças anteriores;
Encaminhar o paciente à sala de cirurgia;
Colocar o paciente na mesa cirúrgica de modo confortável e seguro;
Manter o paciente aquecido;
Auxiliar o anestesiologista durante a indução anestésica;
Auxiliar a equipe cirúrgica a posicionar o paciente para cirurgia;
Proteger a pele do paciente durante a anti-sepsia com produtos químicos,
Manter o paciente aquecido, com cobertor ou manta térmica (a manta térmica propicia um aquecimento controlado e mais eficaz);
Realizar o cateterismo vesical, quando necessário;
Registrar todos os cuidados de enfermagem prestados diretamente ao paciente e a evolução;
Preservar a segurança física e emocional do paciente;
Rever prescrição de enfermagem e alterando-a, se necessário;
Realizar prescrição de enfermagem para o pós operatório no final do procedimento.
Manter a família informada sobre o andamento da cirurgia.
7 - ROTINAS PARA MANUSEIO DE MATERIAL PÉRFURO CORTANTE
Essas rotinas tem por finalidade prevenir os acidentes com material biológico.
Procedimento:
Não reencapar agulha, se necessário fazê-lo com técnica passiva;
Desprezar o conjunto de agulha e seringa;
Desprezar todo material perfuro cortante em recipiente próprio;
Transportar a caixa de material pérfuro cortante em recipiente próprio;
Substituir o recipiente quando estiver com ¾ do volume;
Não manusear diretamente bisturis, agulhas de suturas; utilizar uma pinça para descartá-los.
8- ROTINAS PARA PRECAUÇÃO PADRÃO
São medidas de proteção que devem ser adotadas por todos os profissionais de saúde, quando prestam cuidados aos pacientes ou manuseiam artigos contaminados, independentemente de doença transmissível comprovada.
Consistem em:
Lavagem das mãos, antes e após ter contato com o paciente;
Uso de luvas de procedimento, retirando-as após prestar a assistência;
Lavar as mãos após a retirada das luvas;
Uso do avental, em caso de contato com sangue e fluídos corporais;
Manuseio correto de material pérfuro cortante;
Mauseio correto de artigos e roupas contaminadas;
Descontaminação de superfícies ambientais;
Descontaminação de artigos e equipamentos;
Proteção facial.